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História |
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Hino, Marcha e Canção |
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Tudo começou em 1893, quando a 28 de Setembro António Nicolau de Almeida abriu o livro da história daquele que viria a ser o maior embaixador da cidade, ao qual se poderá apenas comparar o Vinho do Porto. Pouco tempo passou até se ver forçado a abandonar o clube a pedido de Hilda Rumsey, com quem casara, que considerava o futebol um desporto demasiado violento. Mas o clube não cessou a sua existência e em 1906 ganhou novo impulso pela mão de José Monteiro da Costa e do Grupo do Destino, que adoptaram as cores da bandeira nacional pois o Futebol Clube do Porto viria a ser grande, muito grande, "não se limitando a defender o bom nome da cidade mas também o de Portugal, contra clubes estrangeiros", segundo vaticinou Monteiro da Costa. Não saberia talvez a razão que o futuro viria a conferir às suas palavras. Da história do FC Porto fizeram parte muitos nomes, que é melhor não citar sob pena de, por lapso, excluir muitos que mereçam ser incluídos. Esses nomes ajudaram a construir uma história riquíssima, cheia de momentos altos; desses momentos, alguns, quiçá mais altos, merecem especial referência. 1952, 28 de Maio. O Estádio das Antas é inaugurado perante 50 mil pessoas, que pagaram 20 escudos cada uma. Seria aquela a casa do Dragão por muitos e muitos anos. As bancadas que se ergueram há 50 anos atrás foram testemunhas de algumas das mais intensas alegrias e de algumas das mais sentidas lágrimas, dessas que só o amor por um clube de futebol sabe provocar.
Na véspera do 35º aniversário do Estádio das Antas, a 27 de Maio de 1987, a noite mágica de Viena. Finalmente a glória europeia, três anos depois de uma final da Taça das Taças em Basileia onde a Juventus não foi capaz de derrotar o FC Porto de Pedroto sem o recurso a meios menos lícitos. Mas naquela noite, sob a batuta de Artur Jorge, seria diferente, apesar do Bayern ter sido a primeira equipa a marcar. Madjer, com um magnífico golo de calcanhar, de costas voltadas para a baliza do poderosíssimo Bayern de Munique, começou a reviravolta (selada por Juary) que marcou uma das noites mais felizes da história do clube. O Porto era Campeão Europeu. Mas aquele ano ainda reservava mais glória ao FC Porto, agora treiando por Tomislav Ivic. O caminho para a Taça Intercontinental, título nunca alcançado por qualquer outro clube Português, abriu-se por entre o nevão de Tóquio, a 13 de Dezembro, sobre os Uruguaios do Peñarol. Passado um mês, depois de vencer o Ajax em Amsterdão por 1-0, o FC Porto repetiu o resultado nas Antas e a sala de troféus ficou mais rica com a conquista da Supertaça Europeia, mais um título exclusivo a reforçar o estatuto do FC Porto como melhor clube nacional.
Mais recentemente, outro grande momento da história do FC Porto, em três actos. Primeiro o almejadíssimo Tricampeonato, selado a 17 de Maio de 1997 na cidade-berço. Depois, a 26 de Abril de 1998, o Tetra, igualando o Sporting dos cinco violinos. Por fim, a 22 de Maio de 1999, o estabelecimento de um recorde que se afigura como quase impossível de bater, que deu nome à mascote do FC Porto e que leva um Portista a encher os pulmões de orgulho (e um adversário a enchê-los de respeito) antes de proferir a palavra mágica: Penta. Os treinadores vencedores foram Bobby Robson (94/95 e 95/96), António Oliveira (96/97 e 97/98) e Fernando Santos (98/99). 1998/99 foi um ano de glória para o Futebol Clube do Porto a todos os níveis, pois ao Pentacampeonato e Supertaça em Futebol somaram-se os mais prestigiados títulos nas três principais modalidades amadoras em Portugal: Campeonato Nacional e Supertaça em Andebol, Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Supertaça em Basquetebol e Campeonato Nacional e Taça de Portugal em Hóquei em Patins.
Finalmente, o fantástico ano de 2003. A 21 de Maio, o FC Porto jogou a final da Taça UEFA contra o Celtic FC em Sevilha, Espanha, e venceu por 3-2 após prolongamento (nos 90 minutos o resultado foi 2-2). Derlei marcou o primeiro e terceiro golos e foi considerado o homem do jogo; Alenitchev foi o primeiro Russo a marcar numa final Europeia e Deco foi o mágico no relvado. Este ano o título Português também é nosso, tal como a Taça de Portugal. Pela primeira vez na história um clube Português ganhou o Campeonato, a Taça e uma competição Europeia na mesma época. O treinador José Mourinho conduziu-nos àquela que é certamente uma das épocas de maior sucesso na história do FC Porto. À brilhante época no Futebol somaram-se o Campeonato e a Supertaça em Andebol e o Campeonato em Hóquei em Patins.
2003 será sem dúvida um ano inesquecível para todos os Portistas. Além de toda a glória desportiva, este ano fica também marcado pela inauguração do nosso novo estádio, o Estádio do Dragão - a 16 de Novembro. Belíssimo, imponente e inovador, o Estádio do Dragão é o coração da zona oriental da cidade, que foi alvo de um arrojado processo de requalificação urbana. Embora já cheios de saudades do velhinho estádio das Antas, todos os portistas se orgulham da espectacularidade da sua nova casa.
Foi ainda nas Antas que o FC Porto, com o mesmo treinador e um plantel bastante semelhante ao da época anterior, jogou a fase de grupos da Liga dos Campeões 2003/04. Já a jogar no Dragão, fomos vencendo adversário atrás de adversário até à grande final de Gelsenkirchen, onde derrotámos o Mónaco por 3-0, golos de Carlos Alberto, Deco e Alenitchev. Foi uma das noites mais bonitas e emocionantes da história do clube, que se prolongou pela madrugada e até pela manhã: eram cerca de 10h quando uma multidão em delírio aclamou a equipa Campeã da Europa junto ao Estádio do Dragão. Foi o culminar perfeito para uma época coroada também com mais um grand slam das quatro modalidades mais importantes do país - fomos campeões de Futebol, Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins - somados ainda a outros títulos, incluindo a Taça da Liga e a Taça de Portugal de Basquetebol, atingindo uma tripla inédita no Basquetebol nacional. Alguns meses depois, todos os Portistas se levantaram cedo para celebrar mais um título: na noite de 12 de Dezembro, em Yokohama, no Japão, o FC Porto tornou-se o último vencedor da Toyota European/South American Cup, ficando por isso com as taças na sua sala de troféus. O Once Caldas, campeão Sul-Americano, jogou toda a partida esperando pelos penalties. A sorte não esteve do nosso lado e eles conseguiram esse objectivo - ninguém marcou durante 120 minutos, apesar do FC Porto ter acertado os postes por quatro(!) vezes. Depois os penalties. Os primeiros sete jogadores marcaram, e depois Maniche falhou, ficando 4-3 para o Once Caldas quando faltava marcar um penalty para cada lado. Eles só precisavam marcar o seguinte para vencer, e parecia que tudo estava perdido. Mas foi então que a sorte mudou. Fabbro falhou e depois McCarthy marcou, igualando novamente a contenda. Mais três jogadores marcaram para cada lado e, quando estava 7-7, Garcia falhou pelo Once. Pedro Emanuel olhou para Henao com um olhar que qualquer Portista lembrará para sempre e, serenamente, assinou a conquista da segunda Taça Intercontinental da nossa história - e da história do futebol Português. Infelizmente um dos nossos capitães, Vítor Baía, não estava lá para levantar a taça. Baía sofreu uma taquicardia durante o prolongamento e teve que ser levado para o hospital, mas nada de grave aconteceu. E o guarda-redes Portista somou mais um título à maior colecção que qualquer jogador alguma vez conseguiu - ao ganhar a Supertaça de Portugal 2004 alcançou o seu 26º título. Pelé e Rijkaard, os segundos, têm 25. Baía tem agora 27. E continua a somar.
Muitas voltas já deram os ponteiros do relógio da Torre dos Clérigos desde 1893, torre essa que, muitas vezes, viu passar Portistas felizes em direcção à Avenida dos Aliados, assim como algumas outras viu a cidade amanhecer cinzenta quando as coisas correram mal. É assim a história dos verdadeiros campeões, que caem mas tornam a levantar-se e a olhar em frente em busca de um horizonte sempre mais ambicioso. É assim a história do Futebol Clube do Porto.
Emblema
O emblema original do Futebol Clube do Porto era o representado na imagem à esquerda: uma bola de futebol antiga azul com as letras FCP a branco. Assim continuou até 1922, quando Augusto Baptista Ferreira, jogador do FC Porto, num rasgo de criatividade daqueles só concedidos aos génios, resolveu unir o símbolo do FC Porto ao brasão da cidade do Porto na altura (que em 1940 foi alterado, passando a ser aquele que conhecemos actualmente). Simplício, como era conhecido, criou assim um emblema magnífico e bem representativo da simbiose entre o clube e a cidade. E fê-lo espontaneamente. O seu amor e a sua dedicação ao clube, bem como a sua genialidade, ficaram eternizados naquele que será, provavelmente, um dos poucos símbolos de clubes desenhados por um atleta.
O emblema do Futebol Clube do Porto passou então a ser o da imagem à direita: sobre a bola de futebol antiga azul estão as armas que D. Maria II atribuiu ao Porto por Carta Régia em Janeiro de 1837. Estão são compostas por um escudo esquartejado que possui as armas reais (sete castelos e cinco quinas, tendo cada uma cinco besantes no interior) no primeiro e quarto quartéis e as antigas armas da cidade do Porto (a Virgem segurando o Menino, ladeados por duas torres) no segundo e terceiro quartéis, tendo no centro, sobre o ponto onde se unem os quatro quartéis, um coração, que representa o precioso legado que D. Pedro IV (pai de D. Maria II) deixou à cidade - segundo a sua vontade, o seu coração encontra-se guardado numa urna de prata na Igreja da Lapa. A orlar o escudo encontra-se o Colar e Grã-Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respectiva medalha (na qual estão escritas essas mesmas palavras: valor, lealdade e mérito). Sobre o escudo está a Coroa Ducal e o Dragão negro do poder, pertencente às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, título que D. Maria II atribuiu ao Porto, acrescentando-o aos que a cidade já possuía - Antiga, Mui Nobre e Sempre Leal.
Palmarés Futebol: 4 Campeonatos de Portugal (1921/22, 1924/25, 1931/32 e 1936/37) 1 Campeonato da Liga (1934/35) 20 Campeonatos Nacionais da Primeira Divisão (1938/39, 1939/40, 1955/56, 1958/59, 1977/78, 1978/79, 1984/85, 1985/86, 1987/88, 1989/90, 1991/92, 1992/93, 1994/95, 1995/96, 1996/97, 1997/98, 1998/99, 2002/03, 2003/04 e 2005/06) 13 Taças de Portugal (1955/56, 1957/58, 1967/68, 1976/77, 1983/84, 1987/88, 1990/91, 1993/94, 1997/98, 1999/00, 2000/01, 2002/03 e 2005/06) 14 Supertaças "Cândido de Oliveira" (1982, 1984, 1985, 1986, 1990, 1991, 1993, 1994, 1996, 1998, 1999, 2001, 2003, 2004 e 2006) 1 Taça dos Clubes Campeões Europeus (1986/87) 1 Liga dos Campeões (2003/04) 1 Supertaça Europeia (1987) 2 Taças Intercontinentais (1986/87 e 2003/04) 1 Taça UEFA (2002/03) Andebol: 11 Campeonatos Nacionais da Primeira Divisão (1953/54, 1956/57, 1957/58, 1958/59, 1959/60, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1967/68, 1998/99 e 2001/02) 2 Títulos na Liga Profissional (2002/03 e 2003/04) 6 Taças de Portugal (1975/76, 1976/77, 1978/79, 1979/80, 1993/94 e 2005/06) 2 Taças da Liga (2003/04 e 2004/05) 3 Supertaças de Portugal (1999, 2000 e 2003) Basquetebol: 6 Campeonatos Nacionais da Primeira Divisão (1951/52, 1952/53, 1971/72, 1978/79, 1979/80 e 1982/83) 4 Títulos na Liga Profissional (1995/96, 1996/97, 1998/99 e 2003/04) 10 Taças de Portugal (1978/79, 1985/86, 1986/87, 1987/88, 1990/91, 1996/97, 1998/99, 1999/00, 2003/04 e 2005/06) 3 Taças da Liga (1999/00, 2001/02 e 2003/04) 4 Supertaças de Portugal (1988, 1997, 1999 e 2004) Hóquei em patins: 15 Campeonatos Nacionais da Primeira Divisão (1982/83, 1983/84, 1984/85, 1985/86, 1986/87, 1988/89, 1989/90, 1990/91, 1998/99, 1999/00, 2001/02, 2002/03, 2003/04, 2004/05 e 2005/06) 11 Taças de Portugal (1982/83, 1984/85, 1985/86, 1986/87, 1987/88, 1988/89, 1995/96, 1997/98, 1998/99, 2004/05 e 2005/06) 14 Supertaças "António Livramento" (1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1996, 1998, 2000, 2005 e 2006) 2 Taças dos Clubes Campeões Europeus (1985/86 e 1989/90) 2 Taças das Taças da Europa (1981/82 e 1982/83) 1 Supertaça Europeia (1987) 2 Taças CERS (1993/94, 1995/96) Além destes títulos o FC Porto é ainda detentor de muitos outros, em torneios amigáveis (destaca-se aqui a vitória, em 1948, sobre o Arsenal de Londres, na altura considerada a melhor equipa do Mundo, que rendeu ao clube um troféu de 300 kg, 130 dos quais de prata, e 2,80m de altura, oferecido pelos associados), escalões etários inferiores e outras modalidades desportivas, como o Atletismo, Bilhar, Boxe, Desporto Adaptado, Campismo, Desportos Motorizados, Ginástica, Halterofilismo, Natação, Karaté e Pesca Desportiva ou mesmo em modalidades já extintas no clube, como o Ciclismo, Hóquei em Campo, Voleibol ou Water-polo. Especial destaque vai para o Atletismo e o Bilhar, modalidades nas quais o FC Porto se posiciona entre os melhores do Mundo pelos seus atletas de elevadíssimo nível, sobretudo no que toca ao Bilhar.
Hino, Marcha e Canção 'Os Filhos do Dragão' Ambos cantados pela Portista Maria Amélia Canossa, o Hino e a Marcha do Futebol Clube do Porto são regularmente tocados no Estádio das Antas e acompanhados em coro pelos Portistas presentes, que erguem com orgulho os cachecóis. Já a canção 'Os Filhos do Dragão' é uma adaptação de uma canção da banda Portuguesa Quinta do Bill escrita e interpretada pelo plantel e equipa técnica 2002/03 de futebol do FC Porto e que se tornou a banda sonora desta época tão gloriosa para o clube. Para quem tem dúvidas ou para quem ainda não sabe, as suas letras são as seguintes: Oh meu Porto onde a eterna mocidade Diz à gente o que é ser nobre e leal Teu pendão leva o escudo da cidade Que na história deu o nome a Portugal Oh campeão, o teu passado É um livro de honra de vitórias sem igual O teu brasão abençoado Tem no teu Porto mais um arco triunfal Porto, Porto, Porto, Porto Porto, Porto, Porto, Porto Porto, Porto Quando alguém se atrever a sufocar O grito audaz da tua ardente voz Oh, Oh, Porto, então verás vibrar A multidão num grito só de todos nós Oh campeão, o teu passado É um livro de honra de vitórias sem igual O teu brasão abençoado Tem no teu Porto mais um arco triunfal Porto, Porto, Porto, Porto Porto, Porto, Porto, Porto Porto, Porto Marcha do Futebol Clube do Porto Cantemos com voz sonora a toda a hora Pois somos Portistas e sempre bairristas Pelo nosso Porto Gritamos com todo o ardor o nosso amor Levamos o estandarte e em qualquer parte Do nosso Porto Porto, Porto, Porto És a nossa glória Dá-nos neste dia Mais uma alegria Mais uma vitória Porto, Porto, Porto És a nossa glória Dá-nos neste dia Mais uma alegria Mais uma vitória É tão nobre a tua história a tua memória Gritemos sem cessar p'ra te ajudar Ai ao nosso Porto O teu passado brilhante nunca distante Em nós está presente e eternamente Ao nosso Porto Porto, Porto, Porto És a nossa glória Dá-nos neste dia Mais uma alegria Mais uma vitória Porto, Porto, Porto És a nossa glória Dá-nos neste dia Mais uma alegria Mais uma vitória Canção do Futebol Clube do Porto gravada em 2003 'Os Filhos do Dragão' Aqui estás tu, jovem dragão Acordado no outro século À espera de um lugar Difícil de encontrar No treino vive a esperança No jogo a certeza De mais uma vitória Que tens de conquistar Que tens de conquistar Ai estes são os filhos do Dragão Unidos para vencer Ansiosos por fazer Deste Porto campeão Em cada estádio nada a temer No momento da decisão A vitória é uma ordem Ninguém pode quebrar O nosso vício de ganhar Ser Portista é uma bênção Que não se pode partilhar Dá tudo pelo clube Porque só o sabe amar Ai estes são os filhos do Dragão Unidos para vencer Orgulhosos por fazer Deste Porto campeão |
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Criado em Julho de 2002
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